Space Debris Day – Dia dos Detritos Espaciais

O que é

Em 10 de fevereiro de 2009, o satélite Iridium 33 colidiu com o satélite Cosmos 2251, a primeira e única colisão entre dois satélites intactos da nossa era de exploração espacial. Essa colisão aconteceu a uma velocidade de mais de de 40 mil km/h e gerou uma nuvem de destroços no ambiente espacial da Terra. Os destroços desta colisão juntamente com outros lixos que orbitam a Terra são chamados de detritos espaciais. O Space Debris Day – Dia dos Detritos Espaciais marca o aniversário desta colisão e é feito para criar um alerta sobre a grande ameaça que os detritos espaciais podem representar para o nosso dia-a-dia.

Este ano o GDOP realiza o evento online uma transmissão ao vivo de palestras de pesquisadores da UNESP/FEG.

Atividades

Este ano faremos a transmissão ao vivo pelo Youtube no Canal do GDOP .

O evento será no dia 10/02 (quarta-feira), a partir das 19h00.

Programação



Horário de
início
Atividade
19h00 Apresentação
Prof. Dr. Othon Winter
19h10
(live)
A colisão entre dois satélites: O Iridium 33 e o Cosmos 2251
Dr. Rafael Ribeiro
19h50
(live)
Projeto BRAMON e monitoramento de Detritos Espaciais
Profa. Dra. Daniela Cardozo Mourão
20h30
(live)
Como Resolver o Problema de Detritos Espaciais?
Profa. Dra. Silvia Giuliatti Winter
21h10 Encerramento
Prof. Dr. Othon Winter

Detritos Espaciais

O que são detritos espaciais?

Além dos detritos espaciais gerados pela colisão entre o Cosmos 2251 e o Iridium 33, desde o início da corrida espacial em 1957, os satélites que pararam de operar somam-se à lista de detritos espaciais. Assim como também são exemplos de detritos espaciais: as partes e fragmentos de espaço naves, ferramentas e luvas perdidas por astronautas, lascas de tinta da fuselagem dos veículos espaciais entre outros.

Há também os chamados detritos naturais e por estes o ser-humano não é responsável. Alguns cometas deixam pequenos pedaços espalhados em regiões que cruzam a órbita da Terra. 

Por que os Detritos Espaciais são tão perigos ?

Altas velocidades relativas

As altas velocidades relativas dos detritos espaciais podem causar danos estruturais aos veículos espaciais. A imagem a direita mostra o dano que uma esfera de 1 mm de   tamanho pode causar a uma estrutura de aço com velocidades relativas típicas da orbita da Terra. 

A síndrome de Kessler 

Don Kessler foi o primeiro cientista a mostrar que as colisões entre os próprios detritos espaciais gerariam mais colisões e que por sua vez gerariam mais e mais detritos espaciais. A população de detritos cresceria tanto que seria impossível lançar novos satélites, sem uma limpeza adequada do ambiente espacial. 

A reentrada de Detritos Espaciais na Terra 

Quando nós olhamos para o espaço, não imaginamos que podemos ser atingidos por algo que venha de lá. Este risco existe e é proporcional ao número de detritos espaciais que orbitam a Terra, além dos detritos naturais.